terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sem rumo.


Ando triste, cansada ...
Muito cansada.. 
Meio sem destino, sem rumo, sem fome ..
Ando sem vontade de sorrir, de sair..
Ando sensível...
A ponto de chorar, chorar, chorar. 


Marcela Polis

Sinto muito, ainda te amo.

Existem dois lados, a boa noticia é que existem maneiras de te esquecer, a má é que não estou afim de conhece-las nenhum pouco. Já me perguntaram: mas o que faz você ainda gostar dele, depois de tudo que ele te fez? sempre respondo a mesma coisa : não sei. Mais na verdade eu sei, claro que eu sei, só não quero dividir isso com ninguém, não quero que ninguém saiba o que ainda me faz amar ele, já basta estar guardado dentro de mim, e se de repente de alguma forma, eles tentam roubar o que restou?  então, se me continuarem a perguntar, vou continuar a responder: não sei, não sei.. Só sei que, lembro de cada abraço, cada beijo, de quantos eu te amo me dissera, sei que seu perfume ainda é o mesmo, lembro o cheiro dele!
Sei que foram maravilhosos os poucos dias que passamos juntos, e sei que se não fosse por mim, ainda estaríamos passando. Sei que ele me protegia, que se preocupava comigo, e não parava de me ligar, sei que existiam aquelas crises de ciumes chatas, mais no fundo eu adorava. Sei que ele não morava perto, mais vinha me ver mesmo assim, por que gostava de mim, sei de todos os seus gestos, risadas e formas de fazer alguém rir. Sei que ficou triste em ter terminado tão rápido. E o pior de tudo, eu sei que quem colocou um ponto final nessa história foi eu, talvez seja por isso que não quero mais esquecer, como se me sentisse culpada e lembrando de tudo isso fosse me aliviando dessa culpa.  Sei que me doí dizer isso, como uma ferida recente, e que alguém possa não acreditar, mais ainda o amo, e parece que esse amor está crescendo a cada dia, junto com a minha culpa.. E se ainda insistir perguntar, não vou falar, não vou me explicar, sei que vocês não entenderiam, mas só basta a mim entender.

Marcela Polis

domingo, 29 de agosto de 2010

Espere ...

Então é assim? você acha que vai sair desse jeito? como pode pensar que vai ficar tudo tão bem pra você?. Você me fez acreditar em você, eu vivia praticamente pra você, e agora você vai saindo assim?. Você ainda vai continuar duvidando de mim? melhor dizer que não, vamos lá, te dou mais outra chance em responder, diga que não, você não sabe o que sou capaz, e se eu começar eu vou até o fim. Então espere, ainda continua achando que vai ficar tudo bem pra você? então você verá .. Nunca mais vai sentir amor por ninguém, vou fazer você sentir o mesmo que está me fazendo sentir agora, você vai sentir muita, muita dor. Vou fazer dessa sua vida de merda um inferno, acha que não sou capaz disso querido? tenho meus direitos, direitos iguais você não acha?. Vá se preparando para perder alguns quilos, você não vai sentir mais fome, vai perder vontade em continuar, não sairá mais de casa, você não vai mais ser feliz querido. Ainda quer duvidar de mim? sou forte e vou mover montanhas pra acabar com você. Você voltará a me ligar, todos os dias, vou mudar o número do meu celular, você vai sentir vontade de se ajoelhar diante de mim, pra me dizer que estava arrependido, que me ama, e que me quer de volta. Enquanto eu, vou estar bem longe, sendo feliz sem precisar de você. Te avisei, não duvide, já comecei, então espere ..

Marcela Polis

A distância entre nós.

Há quanto tempo te conheço afinal? não lembro muito bem em como você entrou na minha vida, lembro mais das noites que não dormia e ficava acordada conversando com você, mesmo sabendo que no outro dia, tinha que estar de pé as 6:00 . Você é tão engraçado e quando falo com você, esqueço dos problemas, dos dias de tristezas que tenho vivido aqui .. Você me trouxe a fé, que eu havia perdido a algum tempo, me trouxe mais vontade de sorrir e olha que não sorria assim fazia um bom tempo. Você trouxe mais cor, no meu mundo que estava preto e branco. Se acontece algo de bom ou diferente aqui, quero ir correndo te contar, pois eu sei que você ficaria feliz em ficar sabendo. Lembro do primeiro telefonema, como sua voz é linda, há muito tempo não a ouço, mas me lembro dela perfeitamente, lembro de tudo o que conversamos, lembro daquela noite, porque eu fui dormir pensando em você. No começo eu não me importava com a distância, achava que era bonito assim, mais de uns tempos pra cá, nunca senti tanta vontade de te abraçar, de olhar nos seus olhos e dizer há quanto tempo te amo. Já fantasiei de todas as formas nosso primeiro encontro, sempre com um abraço bem apertado e lágrimas escorrendo do meu rosto. Olha, cuide bem de você, você não sabe o quanto é importante pra mim. Só quero te ver feliz, comigo ou sem mim, não importa, só em te ver feliz, me sinto feliz também, então não se preocupe. Talvez se você viesse, tudo ficaria mais bonito, e eu não ficaria mais triste em apenas escrever pra você. Sei lá, não entendo muito bem os meus sentimentos, apenas sinto, e mesmo se você quisesse entender, eu não conseguiria explicar, não sou boa em dar explicações. Tenho que ir agora, mas repito: cuide bem de você, e sempre que quiser, ligue, escreva, você sabe que tem um lugar especial no meu coração, e se isso te der mais conforto, nunca vou deixar de ter esperança em te encontrar, não vou desistir de você. Eu não posso desistir de você, se não estaria jogando fora tudo o que tenho de melhor em mim. Não consegui responder aquela sua pergunta, tão simples e que achava muito complicada, mais hoje eu consigo, e amor pra mim, é o que sinto por você.


(Escrevi para um grande amigo, sinto sua falta Antonio.)
Marcela Polis

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Desapego.

(...) Em menos de dez minutos você se lembra de tudo. Você se lembra o motivo ou os motivos que fizeram tudo se perder. E você se lembra que não é culpado e que, talvez, os outros também não sejam. Assim é a vida. Você se lembra que o grande amor da sua vida. O maio. Aquele que você nunca superou. é o tipo de pessoa que faz questão de ficar a noite inteira longe de você só porque acha charmoso ficar longe de você e não porque queira ficar longe de você. Ele prefere ser descolado do que humano. E você lembra daquela sensação que sentia ao lado dele. De solidão profunda. E você descobre que ele acha que saudade ou vontade de fazer carinho se resume a uma passada de mão na sua bunda, ou uma apertada no seu peito. E você percebe que a vida dele, que você tanto colocou no pedestal, pode se um pouco boba, ou até mesmo triste. Com carros que correm para esbanjar uma grana gasta com coisas sem amor, bilhetes de reclamações de barulho, filmes onde cunhadas se comem e amigos que ligam na madrugada achando que puteiro pode ser uma opção legal. Em minutos você entende como ninguém oque te trouxe até aqui, tão longe dele (...) Me senti visitando meu próprio cemitério. Com amigos e amores mortos e enterrados. Pessoas que agente desenterra de vez em quando pra ter certeza que fizemos a melhor escolha enterrando elas. Pessoas que agente lamenta a distância, afinal já foram tão importantes e ... será que não da pra recomeçar tudo de novo e tentar acertar dessa vez? Pessoas que a agente tenta se agarrar para não sentir que a vida caminha para frente, e isso significa, ainda que muito filosoficamente, que um dia vamos morrer. Nossos amigos vão ficando pra trás, nossos amores, nossos empregos, casas ... um dia seremos nós a desaparecer. Mas a lição que eu aprendi sábado é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. é mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com as pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado. 

não deixe de sentir

Joguei minha moeda no poço de desejos e fiz meu pedido, não deixar de sentir. Pensei nele com mais força e repeti três vezes : 
  - Não deixar de sentir, não deixar de sentir, não deixar de sentir.
É eu realmente tenho medo de que algum dia você deixe de sentir.

Marcela Polis

Sentimento

Eu estava perdida, não conseguia me lembrar do que tinha acontecido realmente, só sentia dor, muita dor, quase não conseguia abrir os olhos, mas no pouco que consegui, eu vi um quarto, um quarto feio, parecido com de algum hospital qualquer, minha respiração estava ficando mais fraca, e cada vez mais dolorosa, não via ninguém, procurava mais não via, cadê  todo mundo? cadê a minha mãe? era uma sensação horrível, comecei a lutar contra mim mesma, não conseguia mais respirar, de repente muitas pessoas começaram a entrar no quarto, eu pude ouvir, e vi que estavam todos de branco, senti medo, foi aí que tudo apagou. Acordei outra vez, mais dessa vez comecei a ver um filme, um filme da minha própria vida, como se eu estivesse presente em cada cena, vi meus primeiros passos, como eu era linda, vi meus irmãos cuidando de mim, e naquela época, eles brigavam pra ficar comigo, e não comigo, vi meus pais cuidando de mim, minha mãe com aquele seu jeito único de dar carinho e de me proteger, vi meu pai e comecei a chorar, era tão difícil pra mim, há tanto tempo que não o via, era possível um pai sentir tanto amor a uma filha? me vi com 5 anos brincando, tão inocente, 7 anos, vi os natais, ano novo e todas as comemorações que fazíamos em família,vi um dos dias mais dificeis pra mim, meu pai me dizendo que estava doente, de repente já tinha 10 anos, e não, não queria ver aquela cena outra vez, como me doía, me vi voltando da escola e minha mãe pronta pra dizer que eu havia perdido meu pai, chorei muito, e vi que passei meses chorando. Mas a cena pulou, vi meus novos amigos, minha nova vida depois daquilo, vi minha adolescencia, e o meu primeiro porre, vi os amores não correspondidos, eu vi que até consegui ser feliz outra vez! aí comecei a ver o dia de hoje, é hoje mesmo, o que estava fazendo, estava andando na rua, estava a noite, e eu queria logo ver o que tinha me levado para aquele quarto, mais aí ficou tudo escuro de novo, e eu acordei naquela mesa de novo, uma luz branca no meu rosto, e então eu pude ver minha mãe, tão linda e tão triste, ela chorava. Tentei levantar e falar com ela, mas não conseguia, o que estava acontecendo? eu precisava de respostas, mas a ultima coisa que ouvi, uma voz estranha, um homem falando:
   - Sinto muito, não podemos fazer mais nada. 
  Então eu entendi e parti, sem ao menos saber o que tinha me levado a morte.

Marcela Polis

Reencontro


Depois de tanto tempo, sem vê-lo, e não senti-lo, estava quase me acostumando com sua ausência, estava quase me esquecendo dele, quase. Aquela noite, não podia imaginar que iria encontra-lo outra vez, ainda não tinha me preparada emocionalmente, estava tão frio e lembro de ter lembrado dele naquela tarde cinzenta, pois já passamos juntos uma tarde parecidissima como aquela, portanto o frio me lembrava muito dele. Se soubesse que iria vê-lo de novo talvez não teria nem saído de casa, todo meu esforço pra esquece-lo iria ser jogado no lixo, talvez eu até iria, porque a saudade era tanta, que não ligaria e passaria mais um ano tentando esquece-lo. De repente olho pra trás, e o vejo saindo do carro, lindo como sempre e com a mesma blusa de frio daquela tarde, é, eu não me esqueci, lembro de tudo com detalhes. Fiquei parada, olhando ele descer, podia não ser ele, eu podia estar maluca e imaginando coisas, mas era ele, impossível não reconhecer aquele que você se lembra todos os dias. Eu não sabia o que fazer, não sabia mesmo e sei que você já passou por isso! não? então espere, acontece com todo mundo algum dia. Senti que o mundo estava girando em torno de mim, engraçado, nunca tinha sentido algo parecido, com o tempo você começa a sentir todos os tipos de sentimentos, até esse que não sei como chama-lo. Talvez de reencontro. Eu fiquei parada como se meus pés estivessem presos no chão, ele me viu e ficamos um olhando pro outro durante uns 10 segundos, os mais longos de minha vida, queria desviar o olhar, talvez quisesse que ele fizesse isso primeiro, e ele fez, desviou também seu rumo da minha direção. Ergui minha cabeça, e sai daquele lugarzinho de merda, precisei de muito força para aquilo. Queria muito ficar para vê-lo, me contentava só em ficar te olhando, mas fui embora e já sabia que ia passar a noite inteira chorando, é lenços e até baldes, ajudaram a não alagar minha casa naquela noite. É meu amigo, como é difícil tentar esquecer o primeiro e único amor.


Marcela Polis

AMOR

Impossível esquecer aquela tarde de outono, as folhas caindo, o sol invadindo aquele parque, inesquecível aquele rosto, aquela pele, aquelas bochechas vermelhas exposta ao sol, suas expressões, inesquecível você. Depois de tantas risadas, quase todos os dias estávamos juntos, finalmente tomei coragem e perguntei:
   - Você me acha louca? 
  Queria que ele não tivesse escutado, não ligasse e mudasse o assunto, quem sabe isso acontecesse, estava torcendo, minhas mãos atrás das costas fazendo figas. Mas ele respondeu:
  - Talvez um pouco maluca, sim totalmente louca. Você se acha louca?
  Não, isso não estava acontecendo, era realmente o que eu queria que ele perguntasse, mas não, eu não conseguiria, o que estava acontecendo comigo? eu treinei aquilo há meses, agora tinha que continuar, tomei coragem e continuei:
   - Sim, por você!
 É, eu disse o que queria dizer há tempos, olhando pro chão, com medo de ver a sua expressão, talvez ele tenha demorado pra entender, eu quis sair correndo dali, e teria ido mesmo, se ele não falasse nada em 5 segundos. Mas eu ouvi, juro que o ouvi sussurrando no meu ouvido, muito perto de mim:
   - Então sua loucura é a mesma que a minha.

Marcela Polis

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco,
mas não as quero de volta. Já doeu uma vez."

Caio F. Abreu
© adorável psicose
Maira Gall