terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Os problemas custam a dilatar no decorrer do dia, nenhuma mão me é estendida e o fundo do poço nunca me esteve tão perto. Estruturo meu corpo pra acompanhar o sacrifício nos dias, preparo o sorriso, mas ainda me assusto com as olheiras. Sinto-me a ponto de um esgotamento, não caibo mas no mundo. A chuva me embala na solidão, e o barulho dela vira música, nem com isso eu me acalmo, acaba contribuindo pro vazio aqui dentro se expandir, se é que dá. Cansei-me das horas arrastadas e eu aqui, tentando desfazer os meus próprios nós. — Elaine Almeida.

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