quinta-feira, 11 de abril de 2013

 Pra falar verdade, às vezes minto tentando ser metade do inteiro que eu sinto, pra dizer as vezes que às vezes não digo. Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo. Tanto faz não satisfaz o que preciso. Além do mais, quem busca nunca é indeciso; eu busquei quem sou; você, pra mim, mostrou que eu não sou sozinha nesse mundo. Cuida de mim enquanto não esqueço de você. Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser. Basta as penas que eu mesma sinto de mim, junto todas, crio asas, viro querubim. Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir. Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir. Quero mais, quero a paz que me prometeu. Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.


— O Teatro Mágico. 

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Maira Gall