quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Tipos de babaca PT.2

#004 O sniper babaca
Esse babaca dá nos nervos, mas algo na nossa genética falha e, quando damos por si, estamos presas na rede feito peixe distraído em maré baixa. Ele precisa provar, 220% do tempo, que é macho, adora mulher, ama sexo, transpira masculinidade e é capaz de conquistar qualquer donzela indefesa do rolê. Você promete pra si que não vai pegar, que vai ser firme e forte, que esse boy só vai trazer problemas. Porém, esperto que é, vai tateando pelas beiradas e dá o golpe final quando menos esperamos - cheio de romance, frases feitas e aquele toque de ilusão que poucas resistem (infelizmente). Você, pra variar, dá aquela chance amiga. Ele passa a falar de mulher na sua frente (e AI se reclamar, sua ciumenta), chamar suas amigas de gostosa enquanto você está perto e, descaradamente, atirar pra todos os lados, afinal, ele prometeu algo pra você? Não, né? Então corra pras colinas antes que seja tarde, miga!

#005 O babaca fantasminha
Vocês se conhecem. Se encantam. Saem, gostam dos mesmos drinks, ele também sonha em morar na praia. É fora do normal a conexão que você sente, como se estivesse em casa ao lado dele e pudesse aparecer de pijama de ursinhos, que nem isso mudaria qualquer coisa. Saem de novo. Se adoram. Ele pega a sua mão em público e é gentil. Até que, puft: começam as ignoradas nas mensagens instantâneas. Demora para responder. Este final de semana vai estar ocupado, sabe como é, tem um casamento no interior. Ok. As puxadas de conversa por parte dele, antes cotidianas, exaporam. Você se pergunta o que fez de errado: foi por que transei, ou por que não? Será que disse algo fora de contexto? Os amigos pareciam ter me adorado. Estranho. Ele realmente sumiu. O tempo passa. Novas noitadas, outras baladas, mil e um jobs. Outros boys, também. Ele reaparece, como se qualquer intimidade nunca tivesse sido cortada assim, sem explicação, repentinamente. Você quase toma um susto ao ver notícias dele nas notificações. Eis o babaca fantasminha. Você sai com ele, de novo. Tudo maravilhoso, pra variar. No outro dia, conversa sem graça. Na semana seguinte, silêncio. Qualquer hora - ou mês, ou ano - ele reaparece; a capa branca cobrindo qualquer sentimentalidade, a cara de pau charmosa de sempre, a babaquice plena.

#006 O babaca quero-não-quero
Esse tipo de babaca é um clássico e tem aos montes por aí - pessoas, por quê tão perdidas? Ele quer ficar com você. Fica. Tudo é bacana. Vocês se veem com alguma regularidade, a química é legal, ele se veste decentemente e põe bons sons no carro. Beleza. Tudo caminha em vias de algo mais sério. Primeiro, você conhece os amigos dele. Depois o cachorro. A faxineira. Os pais. Ok, vocês tem algo. O contato é direto e divertido. Até que o comportamento dele se torna estranho. Opa, o que houve, gato? A bomba: então, não sei se é isso que eu quero. Isso o que? Algo tão sério, namorar, magoar alguém. Logo aparecer as famigeradas desculpas: esse ano quero ficar solteiro, já me magoei demais com outras meninas, penso em mudar pro exterior em breve, estou trabalhando muito, etc. Você se afasta, afinal, melhor cortar logo (ainda que uma parte da gente morra junto com esse "e se"). Passa um tempinho, ele liga. Precisa ver você. Não guenta de saudade. Vocês se encontram. Parece que dessa vez a coisa anda! Tudo em paz, tudo ótimo, noite juntos. Na semana seguinte, estranheza novamente. Estou confuso. Preciso de um tempo. Gosto de você, mas queria algo mais leve. Eis o ciclo vicioso de algo que começa meio capenga e assim permanecerá, miga. Corre.

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Maira Gall