terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vivendo a sua própria aventura ;

Sabe aquela sensação de que tudo poderia ser mais divertido? As vezes ficamos pensando que poderíamos fazer mais, ser mais e viver mais. Mas como retirar as amarras invisíveis que nos atam a um passado tão presente, que não queremos no futuro? Se aqui, agora, assim, tá tão confortável.. Tá ruim? Bom não está. Mas e o medo que dá de piorar?
O ser humano é engraçado, mesmo. São tantos dilemas e tantas situações que nós criamos pra nós mesmos, que também acabamos envolvendo os outros e tudo isso fica entrelaçado como nós de marinheiro. Não dava pra viver, assim, só vivendo mesmo? Porque, olha, ainda não inventaram um jeito da gente ver se lá embaixo tem um monte de bolinhas coloridas antes de saltar. As vezes a gente salta e só tem lama. As vezes tem uma piscina geladinha. As vezes não tem nada. Só escuro.
E quem é que vai buscar o escuro? Só de falar, o frio na barriga aparece. E ao mesmo tempo, vem aquela sensação tão conflitante juntamente com o receio de viver de um jeito que um dia lá na frente apontem e digam olha só, aquela pessoa ali se acomodou a vida inteira.
O medo não é pelo julgamento do outro, e sim pela verdade contida nisso. Será que eu vou ser aquela pessoa que olha para trás e vê um monte de nada? Como podemos ter a certeza de que estamos aproveitando a vida de verdade? Aliás, quando foi que nos explicaram o que é aproveitar de verdade? Porque se aproveitar é pular de bung jump, viajar o mundo inteiro, pegar carona com desconhecidos (passo!) e ir em festas incríveis assim como as personagens principais dos filmes adolescentes… Oh oh. Então eu acho que eu ainda não comecei a viver!
Mas na realidade tudo isso que nós estamos fazendo agora é mais do que esses exemplos tão radicais que aparecem das histórias. A função delas, vamos interpretar assim, é de nos inspirar. Não estou na Times Square dançando com pessoas desconhecidas depois de tomar sorvete, mas posso muito bem aproveitar a minha tarde da melhor forma possível na pracinha aqui da minha cidade. Que diferença, né? Mas quem foi que disse que isso também não é construir boas lembranças?
Quem é que sabe o que vai acontecer nessa tarde? Se você vai conhecer alguém incrível, se o sorvete vai cair no chão, se o tempo vai fechar e armar o maior temporal da sua vida que você vai contar para os seus netos lá na frente… Não dá para saber. Mas o mais impressionante vem exclusivamente disso: Qualquer coisa pode acontecer.
E então, quando tomarmos coragem para nos livrarmos das amarras e levantarmos da cadeira, nos tornaremos pessoas abertas para essa qualquer coisa. Ai sim, começaremos a viver.

Bruna Vieira 

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