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Mostrando postagens de agosto, 2012
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A presidente não me deixa estudar e eu não sei mais se quero. Falta verba pra tudo nesse país menos pra exibicionismo hipócrita. Hipócrita, hipócrita, gosto do jeito que essa palavra soa, parece um cuspe… um tapa. Mas a população ainda chupa incansavelmente os jogadores de futebol e eu continuo não vendo retorno nenhum. Tropeço em uma greve nova cada vez que viro a esquina, e o governo parece ser ridiculamente surdo. Tem gente morrendo pelo descaso deles, quem se importa? Os rostos nunca foram tão tristes, os corpos nunca tão cansados. A guerra da maioria de nós não exige armas ou sangue, mas choramos em lágrimas e suor. Não sei mais se essa história de não desistir nunca é orgulho brasileiro ou manipulação de quem vai nos explorar até não restar sonho nenhum. O ano se arrasta lentamente, e todo mundo implora um pouco, um resto que seja, de esperança. Mas tudo bem, relaxa, logo vem o reveillon e todo mundo esquece que de vez em quando é uma bosta acordar. Logo vem o reveillon e tod...
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Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. — Fabrício Carpinejar.
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Sua primeira teoria era que, se os seres humanos deixassem de exercitar seus lábios, eles grudariam. Após alguns meses de observação, encontrou uma outra teoria, que era a seguinte — “Se os seres humanos não moverem seus lábios, seus cérebros começarão a funcionar”. — O Restaurante no Fim do Universo, Douglas Adams (via perfeitasimetria)