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A presidente não me deixa estudar e eu não sei mais se quero. Falta verba pra tudo nesse país menos pra exibicionismo hipócrita. Hipócrita, hipócrita, gosto do jeito que essa palavra soa, parece um cuspe… um tapa. Mas a população ainda chupa incansavelmente os jogadores de futebol e eu continuo não vendo retorno nenhum. Tropeço em uma greve nova cada vez que viro a esquina, e o governo parece ser ridiculamente surdo. Tem gente morrendo pelo descaso deles, quem se importa? Os rostos nunca foram tão tristes, os corpos nunca tão cansados. A guerra da maioria de nós não exige armas ou sangue, mas choramos em lágrimas e suor. Não sei mais se essa história de não desistir nunca é orgulho brasileiro ou manipulação de quem vai nos explorar até não restar sonho nenhum. O ano se arrasta lentamente, e todo mundo implora um pouco, um resto que seja, de esperança. Mas tudo bem, relaxa, logo vem o reveillon e todo mundo esquece que de vez em quando é uma bosta acordar. Logo vem o reveillon e todo mundo pede pra dormir em paz. — Sofia

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Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo , mas eu morria de medo , tinha medo de tudo quase: Cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo do que não ficava para sempre. Antônio Bivar

Só encontro você

Eu exagero nas palavras, mas nos meus versos eu só encontro você.