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"Eu sou aquele que chegou no lugar onde nunca ninguém esteve. É assim que minha solidão me convence de que estar só depende muito do fato de estar cheio: cheio de algo. cheio de alguém. Eu sou aquele que está onde ninguém nunca veio, aonde ninguém nunca chegou. Eu sou as estações que ninguém nunca descobriu porque eu sinto que verão-inverno se conversam num mesmo dia; eu sou aquela flor sem nome cuja semente é infértil e ninguém nunca pegou nas mãos e disse “amor”. Eu sou o insaciável de alguém que ainda não se descobriu distante e procurou matar-se para aliviar-se do mundo. Eu sou todos estes buracos escondidos dentro de um coração que esqueceram de cuidar e assim morreu de oco, de velho, de ser. (ser vazio, ser doído, ser teu)"
— Igor Pires

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Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo , mas eu morria de medo , tinha medo de tudo quase: Cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo do que não ficava para sempre. Antônio Bivar

Só encontro você

Eu exagero nas palavras, mas nos meus versos eu só encontro você.