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"Precisamos de humanidade nos olhos já que nossa voz falha por causa do orgulho. E nossos pés andam para trás porque não suportam o peso do mundo sobre eles. Sobre a pequeneza de quem não tem nada a ver com a culpa. Sobre quem gritou de fome e apertou os punhos para não sucumbir à morte. O corpo não suporta mais a leveza da poesia, que corta as mãos e as letras escondem-se de quem não lê com o peito ferido. Porque a vida não dá as mãos e não pede fôlego para ser vivida, para ser sentida. E os pulmões também encolhem de solidão. Também se tornam menores que o convencional por causa do ar que-não-respiro. É preciso humanidade na hora de aceitar a dor porque se não fosse assim não haveria riso e os abraços acabariam antes mesmo de começar. A humanidade de meus olhos, que gritam sem sufocar a voz"
- Floresinexatas.

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Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo , mas eu morria de medo , tinha medo de tudo quase: Cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo do que não ficava para sempre. Antônio Bivar

Só encontro você

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