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Tipos de babaca PT.2

#004 O sniper babaca
Esse babaca dĂĄ nos nervos, mas algo na nossa genĂ©tica falha e, quando damos por si, estamos presas na rede feito peixe distraĂ­do em marĂ© baixa. Ele precisa provar, 220% do tempo, que Ă© macho, adora mulher, ama sexo, transpira masculinidade e Ă© capaz de conquistar qualquer donzela indefesa do rolĂȘ. VocĂȘ promete pra si que nĂŁo vai pegar, que vai ser firme e forte, que esse boy sĂł vai trazer problemas. PorĂ©m, esperto que Ă©, vai tateando pelas beiradas e dĂĄ o golpe final quando menos esperamos - cheio de romance, frases feitas e aquele toque de ilusĂŁo que poucas resistem (infelizmente). VocĂȘ, pra variar, dĂĄ aquela chance amiga. Ele passa a falar de mulher na sua frente (e AI se reclamar, sua ciumenta), chamar suas amigas de gostosa enquanto vocĂȘ estĂĄ perto e, descaradamente, atirar pra todos os lados, afinal, ele prometeu algo pra vocĂȘ? NĂŁo, nĂ©? EntĂŁo corra pras colinas antes que seja tarde, miga!

#005 O babaca fantasminha
VocĂȘs se conhecem. Se encantam. Saem, gostam dos mesmos drinks, ele tambĂ©m sonha em morar na praia. É fora do normal a conexĂŁo que vocĂȘ sente, como se estivesse em casa ao lado dele e pudesse aparecer de pijama de ursinhos, que nem isso mudaria qualquer coisa. Saem de novo. Se adoram. Ele pega a sua mĂŁo em pĂșblico e Ă© gentil. AtĂ© que, puft: começam as ignoradas nas mensagens instantĂąneas. Demora para responder. Este final de semana vai estar ocupado, sabe como Ă©, tem um casamento no interior. Ok. As puxadas de conversa por parte dele, antes cotidianas, exaporam. VocĂȘ se pergunta o que fez de errado: foi por que transei, ou por que nĂŁo? SerĂĄ que disse algo fora de contexto? Os amigos pareciam ter me adorado. Estranho. Ele realmente sumiu. O tempo passa. Novas noitadas, outras baladas, mil e um jobs. Outros boys, tambĂ©m. Ele reaparece, como se qualquer intimidade nunca tivesse sido cortada assim, sem explicação, repentinamente. VocĂȘ quase toma um susto ao ver notĂ­cias dele nas notificaçÔes. Eis o babaca fantasminha. VocĂȘ sai com ele, de novo. Tudo maravilhoso, pra variar. No outro dia, conversa sem graça. Na semana seguinte, silĂȘncio. Qualquer hora - ou mĂȘs, ou ano - ele reaparece; a capa branca cobrindo qualquer sentimentalidade, a cara de pau charmosa de sempre, a babaquice plena.

#006 O babaca quero-nĂŁo-quero
Esse tipo de babaca Ă© um clĂĄssico e tem aos montes por aĂ­ - pessoas, por quĂȘ tĂŁo perdidas? Ele quer ficar com vocĂȘ. Fica. Tudo Ă© bacana. VocĂȘs se veem com alguma regularidade, a quĂ­mica Ă© legal, ele se veste decentemente e pĂ”e bons sons no carro. Beleza. Tudo caminha em vias de algo mais sĂ©rio. Primeiro, vocĂȘ conhece os amigos dele. Depois o cachorro. A faxineira. Os pais. Ok, vocĂȘs tem algo. O contato Ă© direto e divertido. AtĂ© que o comportamento dele se torna estranho. Opa, o que houve, gato? A bomba: entĂŁo, nĂŁo sei se Ă© isso que eu quero. Isso o que? Algo tĂŁo sĂ©rio, namorar, magoar alguĂ©m. Logo aparecer as famigeradas desculpas: esse ano quero ficar solteiro, jĂĄ me magoei demais com outras meninas, penso em mudar pro exterior em breve, estou trabalhando muito, etc. VocĂȘ se afasta, afinal, melhor cortar logo (ainda que uma parte da gente morra junto com esse "e se"). Passa um tempinho, ele liga. Precisa ver vocĂȘ. NĂŁo guenta de saudade. VocĂȘs se encontram. Parece que dessa vez a coisa anda! Tudo em paz, tudo Ăłtimo, noite juntos. Na semana seguinte, estranheza novamente. Estou confuso. Preciso de um tempo. Gosto de vocĂȘ, mas queria algo mais leve. Eis o ciclo vicioso de algo que começa meio capenga e assim permanecerĂĄ, miga. Corre.

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Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo , mas eu morria de medo , tinha medo de tudo quase: Cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo do que não ficava para sempre. AntÎnio Bivar

SĂł encontro vocĂȘ

Eu exagero nas palavras, mas nos meus versos eu sĂł encontro vocĂȘ.